Eu não quero mais produzir. Eu não quero mais esse emprego. Eu não aguento mais esse lugar. E acho que hoje é o dia de sair daqui. Não sei pra onde ir nem o que fazer a partir de agora. Sei também que posso decepcionar muita gente, mas penso no meu bem estar nessa hora. A vida passa. E se você não se preocupar em passar a maior parte dos seus momentos bem e satisfeito consigo mesmo, as coisas perdem o sentido. A vida é urgente. Foda-se a posse. Foda-se o aumento. Sentirei falta de algumas pessoas. Me verei livre de outras. E de coisas que me fazem mal. Me fazem chorar na terça de manhã. E eu nem tô de TPM. Não, assim não dá.
posted by M.B.
26.12.06
12.12.06
Do CD "Eu falso da minha vida o que quiser"
(com interferências minhas em itálico e destaque em negrito quando eu muito concordar com o que ele disser... rsrs..)
"Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com amor, chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado, mas é exatamente o oposto. Para mim, que o amor se manifesta, a virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado, o amor está em movimento eterno, em velocidade infinita, o amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine? Minha resposta? O amor é o desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido.
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão (Puta-que-o-pariu!! Isso muito acontece!!!!). A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante. A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta (Rotina, é o nome disso...). Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos e nós preferimos o leito de um rio, com inicio, meio e fim. Não, não podemos subestimar o amor. Não podemos castrá-lo. O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o amor. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas. O amor brilha, como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o amor grita seu silêncio e nos dá sua música (isso é muito bonito...). Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor, se estivermos também a devorá-lo. O amor, eu não conheço, e é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a vida é feita, ou melhor, só se vive no amor (Só se vive BEM no amor. Porque dá pra viver mal, por aí, sem amor no coração, nem bom senso, nem nada...). E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto."
Foi o Paulinho Moska quem escreveu, mas poderia ter sido eu... Tranquilamente...
POSTED BY MARIANA
"Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com amor, chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado, mas é exatamente o oposto. Para mim, que o amor se manifesta, a virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado, o amor está em movimento eterno, em velocidade infinita, o amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine? Minha resposta? O amor é o desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido.
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão (Puta-que-o-pariu!! Isso muito acontece!!!!). A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante. A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta (Rotina, é o nome disso...). Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos e nós preferimos o leito de um rio, com inicio, meio e fim. Não, não podemos subestimar o amor. Não podemos castrá-lo. O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o amor. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas. O amor brilha, como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o amor grita seu silêncio e nos dá sua música (isso é muito bonito...). Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor, se estivermos também a devorá-lo. O amor, eu não conheço, e é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a vida é feita, ou melhor, só se vive no amor (Só se vive BEM no amor. Porque dá pra viver mal, por aí, sem amor no coração, nem bom senso, nem nada...). E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto."
Foi o Paulinho Moska quem escreveu, mas poderia ter sido eu... Tranquilamente...
POSTED BY MARIANA
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