"A dor vem quieta.
Quando fala, fala baixo.
Não precisa gritar.
Já dói por si só.
E em pouco tempo vira um barulho ensurdecedor.
Ensurdece a dor.
Que por ser dor, não precisa ouvir.
Por ser dor, precisa doer.
Mas sem escutar, volta ao silêncio.
E no silêncio, descobre sua dor.
A dor da dor é não poder parar.
Dói doendo, respirando, vivendo.
Mas como parar a dor?
Comparar a dor?
Comparando a dor com uma outra dor.
Então a dor se diminui.
E quieta, mesmo, se vai.
Sem se sentir.
Sem nem doer."
Mariana B.
23.4.07
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